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Trabalho apresentado à disciplina de Metodologia de Língua Portuguesa, do curso de Pedagogia, refere-se a uma observação sistemática de textos de leitura em alguns livros didáticos da Educação Infantil e 1ª a 4ª séries.

Sumário


 1. Introdução ao tema................................................................................... ... 4



1.1. Ideologia na escola.............................................................................. 5-6

1.2. Livro didático de Português................................................................. 7-8

2. As Belas Mentiras..................................................................................8

2.1. Objetivo da obra..................................................................................... 8-12

 1. INTRODUÇÃO AO TEMA

            
Alguns textos analisados, nas entrelinhas, denotaram um caráter ideológico e traços demagógicos. Os textos são veiculadores de mensagens e atuam como transmissores de determinadas visões da sociedade, historia e cultura apresentando, muitas vezes, uma ideologia incutida. O livro didático pode induzir comportamentos “adequados” dos educandos, objetivando transformá-los em seres quietos, passivos e uniformes. Determinadas idéias e temas transmitidos por alguns textos de livros didáticos, segundo Nosella (2005.p.69-87) denotam comportamentos, funções e atribuições ao contexto escolar  que não são pertinentes ao mesmo ou à realidade dos alunos.


O livro didático entendido como um material impresso, estruturado, destinado ou adequado a ser utilizado num processo de aprendizagem e formação, tem sido causa de inúmeras discussões em fóruns educativos e literaturas da área. Isso não se deve apenas ao seu aspecto político e cultural. De certa forma, o livro reproduz e representa os valores da sociedade em relação à sua visão da ciência, da história, da interpretação dos fatos e do próprio processo de construção do conhecimento e também marca a sua influência no processo de ensino-aprendizagem, visto que, em alguns momentos ele deixa de ser um complemento pedagógico e acaba sendo o regente da prática docente.


1.1- IDEOLOGIA NA ESCOLA

             Os últimos anos têm sido marcados em nosso país por uma rigorosa reflexão crítica sobre a problemática educacional e pela busca de caminhos para a promoção de uma ação efetiva realmente comprometida com a construção de uma sociedade mais humana, solidária e democrática.
            Nesse contexto, situam-se os sistemas educacionais que não constituem os únicos espaços de formação e de produção do conhecimento. Mas, desde a construção dos modernos sistemas de educação de massa, iniciada na Europa na transição do séc.XVlll  para o séc.XlX, que a escola se tornou um espaço central de integração social e de formação para o trabalho.
            Portanto, “pensar a escola, significa analisar um processo que inclui questões metodológicas relacionais e sócio cultural, englobando o ponto de vista de quem ensina e de quem aprende, abrangendo a participação da família e da sociedade”. (Gasparian, 1997, p.56)
            O que temos constatado ao longo da história da educação é que, com freqüência, a grande maioria da população ou tem sido discriminada no acesso á escola, ou enfrenta inúmeras dificuldades no percurso da escolarização.
            São dadas diversas explicações para os fenômenos de exclusão, evasão e retenção, mas, na sua maioria, são explicações ideológicas, no sentido de que os verdadeiros motivos são escamoteados, impedindo a solução dos problemas.
            A ideologia é um fenômeno típico das sociedades divididas em classes, por meio da qual a classe dominada não percebe a divisão existente e, assumindo os valores da classe dominante, não atinge a consciência própria da classe a que pertence. 
                        Os procedimentos de naturalização, inversão abstração tendem a camuflar o caráter político da educação, fazendo com que a sociedade se apresente como uma e harmônica (e não dividida e com interesses antagônicos), como se todos partilhassem iguais chances de desenvolvimento. O fenômeno educacional não pode ser examinado como se fosse neutro, apolítico, pois, estas questões estão intrinsecamente ligadas aos problemas econômicas, políticas e sociais. A escola não é uma ilha, mas faz parte do mundo e, nesse sentido, reflete as disparidades e as lutas sociais. Ignorar este fato  é permitir que a escola permaneça a serviço do status , que deixando de ser um possível instrumento de transformação.        
            JORGE Visca ( 1988, p. 178), coloca a escola como responsável pela sistematização da aprendizagem, isto é, aquela que se opera no interior da  instituição educativa, mediadora da sociedade, órgão especializado em transmitir os conhecimentos, atitudes, destrezas que a sociedade estima necessárias para a sobrevivência, capazes de manter uma relação equilibrada entre a identidade e a mudança.
            A história educacional requer um olhar para o interior do funcionamento da escola, caracterizando-a como única e essencialmente como uma instituição social, configurada por relações humanas, com padrões de interação própria, definindo o comprometimento dos valores acadêmicos e das estruturas organizacionais.
             A finalidade da escola, tal como ela existe hoje, é formar essa minoria privilegiada que, mais tarde, vai pensar dirigir, planejar e dar ordens aos outros. A escola não é democrática porque a sociedade em que vivemos ainda não é verdadeiramente democrática. A escola é parte integral dessa sociedade injusta e desigual.
1.2 - LIVROS DIDÁTICOS DE PORTUGUÊS


            A escola precisa garantir que o aluno tenha um papel ativo, critico e criativo no estabelecimento da relação entre o que lê e o que sabe na avaliação do novo conhecimento a partir do que já possui e na verificação de suas novas hipóteses.
            O livro didático é um material intencionalmente produzido para ser utilizado em um processo de ensino aprendizagem escolar, no contexto de um programa curricular, uma área de conhecimento e um ciclo especifico de um nível de ensino. Para que se torne um instrumento de efetivo apoio a esse processo, pressupõem que o livro didático seja diversificado, flexível, sensível as variações das formas de organização escolar, dos projetos pedagógicos, dos interesses sociais e regionais e das expectativas dos profissionais que o utilizarão.
            O caráter sociocultural, interativo e complexo da aprendizagem da leitura e da escrita exige, portanto que um livro didático de português ofereça meios e recursos necessários, porém não únicos, para que o aprendiz se transforme  no principal ator do seu próprio processo de aprendizagem, de compreensão, de construção e de recriação do mundo.
            O professor desempenha um papel fundamental de mediador entre a criança e o livro didático (objeto do conhecimento), ajudando, guiando, orientando, desafiando, apoiando, facilitando a conquista do significado e da compreensão de todas as hipóteses e idéias que os alunos venham a construir e a formalizar sobre a língua escrita.
            Os processos de escolha de livros didáticos pelos professores têm constatado a preferência, principalmente na área de língua portuguesa, por obras que obtiveram as menções mais baixas (“as recomendadas com ressalvas”) e até mesmo o abandono das obras recebidas e sua substituição por outras excluídas pelo PNLD.
            É preciso enfatizar, contudo, que nenhuma avaliação ou indicação prévia de livros didáticos poderá retirar do professor a prerrogativa de tomar essa tarefa em suas mãos, para que se aproprie de fato da escolha que fizer e confronte tal escolha com suas condições cotidianas de trabalho, com sua consistência metodológica e com os resultados concretos observados na aprendizagem dos alunos. Pode-se afirmar que esse processo faz parte da formação continuada do professor, em direção a um profissional cada vez  mais reflexivo e autônomo. Tal processo poderá ser, de fato, bem sucedido, quando levar em conta a síntese dos critérios ou indicadores que legitimados pelo professor, podem qualificar um livro didático para a alfabetização e a língua portuguesa.
            O livro didático deve evidenciar, a relação entre os pares e a relação do aluno no grupo visando a elaboração coletiva do conhecimento e a relação dialógica entre crianças e professores, numa tentativa de construir um espaço ético onde a singularidade de cada um é considerada e a relação com o outro, valorizada.


2. AS BELAS MENTIRAS
A ideologia subjacente aos textos didáticos.

           
            A autora, Maria de Lourdes Chagas Deiró Nosella, distingue-se por basear suas análises mais na documentação que na intuição, tendo examinado perto de vinte mil páginas de livros didáticos, ordenando-os segundo temas significativos que deram origem a esta obra; sua tese de mestrado sob orientação de Dermeval Saviani, na PUC/SP, em 1978.
            Buscando compreender os mecanismos específicos através dos quais o aparelho escolar cumpre determinadas funções gerais.


            O livro didático é introduzido nas escolas com a função principal de veicular a ideologia dominante. Determinadas idéias e temas transmitidos por alguns textos de livros didáticos, segundo Deiró (2005.p.69-87) denotam comportamentos, funções e atribuições ao contexto escolar  que não são pertinentes ao mesmo ou à realidade dos alunos. Mas a construção do conhecimento, essa é uma trajetória coletiva que envolve todo o contexto escolar, onde o professor precisa buscar recursos para tornar este conhecimento significativo. 


2.1 - OBJETIVO DA OBRA

            Auxiliar as equipes escolares numa análise critica das relações entre professores e alunos, na valorização da autonomia de todos os envolvidos.

Formulação de hipóteses:
            Professores atuam de forma que o aluno mantenha-se dependente, camuflando a ideologia, favorecendo assim, a classe dominante.

 Referencial teórico:
            A autora pôde constatar um processo dialético entre a utilização assistemática do esquema teórico e a utilização mais rigorosa do mesmo.
            Nosella descreve a sociedade capitalista, como que constituída de dois níveis: O nível da infra-estrutura e o nível da superestrutura.
            Fala que a reprodução das relações de produção implica uma reprodução da submissão da força do trabalho à ideologia dominante e uma reprodução da capacidade para manejar bem a ideologia dominante para os agentes da exploração e da repressão.

Posição do professor:
            Passar ao aluno aquilo que recebe. O que o sistema o impõe. Professores são atacados em escolas porque representam a perpetuação do estatus que querem quebrar e superar; confundem violência com autonomia.

Os dois tipos de aparelhos que compõem o Estado:
 -Aparelho repressivo de estado, cujo objetivo é: garantir a exploração pela violência física ou administrativa do governo, das prisões, dos tribunais, do exército, da policia.
-Aparelhos ideológicos de estado, objetivam a inculcação da ideologia dominante pela família, pela escola, pelos sindicatos, pelos partidos, pelos meios de comunicação cultural e outros.
            Os dois aparelhos atuam de forma articulada, auxiliam o funcionamento dos ideológicos.

Objetivo das lutas de classe:
             Obter o poder de Estado, para a imposição, defesa e reprodução das condições que garantem os seus interesses de classe. Neste livro, ideologia é entendida como uma leitura feita pela autora de uma situação histórica num conjunto de eventos; leitura orientada pelas exigências da ação a ser realizada.
            A ideologia será objetiva na medida em que acompanhar o movimento dialético da história.
            Não existe ideologia neutra, porque toda ideologia, à proporção que é formulada, será sempre existencialmente engajada. No positivismo, professores tinham ideologia da classe dominante e passavam isso em suas atitudes. Agora, professores têm ideologia da classe que domina, mas estão em dúvida, ainda, e passam isso para os alunos que se revoltam.

Aparelho ideológico escolar:
            A autora fala de relacionamentos autoritários denotando que os professores deveriam ter a idéia do que está por trás da acriticidade e lutar para debelá-la , ao invés de engrossar a camada que a impulsiona.
            Para alcançar os objetivos mistificadores, a ideologia jamais poderá apresentar-se como tal: logo, deverá apresentar-se como ciência, a fim de provocar a adesão, mais ou menos geral das classes dominadas.
            Como diz Althusser: “... a escola (mas também outras instituições do estado, com a igreja e outros aparelhos, como o exército) ensinam ‘saberes práticos’, mas em moldes que asseguram a sujeição à ideologia dominante...)
            A violência simbólica sugere que outras visões de mundo são inferiores, anticulturais. Mediante a imposição da visão de mundo da classe dominante, impede que a classe dominada tenha a possibilidade de elaborar sua própria visão de mundo a partir das suas condições de existência e de seus interesses.
            O trabalho é registrado em dez capítulos, nos quais Nosella realiza análise dos conteúdos manifestos dos textos de leitura, explicitando os conteúdos ideológicos subjacentes, que formam o que se chamava de “currículo oculto”, pelo qual a criança assimila determinados comportamentos, valores, modos de conceber a realidade etc.
            Família, mostrada como unida e feliz apesar de pobre. O objetivo ideológico não é persuadir os que possam renunciar ou concordarem com sua melhor distribuição, e sim a de convencer os oprimidos a serem felizes assim mesmo.
            Fica evidenciado que o objeto principal da ideologia desses textos é a família como instituição e não as pessoas concretas.
            Segundo os textos de leitura, as crianças, quando ativas, independentes, cheias de vida, originalidade e criatividade, são más, mal educadas, desobedientes e fazem travessuras.
            Quando a criança é boa, estudiosa e obediente, é elogiada nos textos porque aprendeu o comportamento que lhe foi prescrito. O objetivo é suprimir qualquer desvio da conduta. A instituição família é representada pelos textos de leitura também como ilhada do mundo.
            A família dos textos é completa, fechada, auto-suficiente. Como um mundo existente à parte, em si e para si.


           
Capítulo um: O mundo descrito nos textos didáticos não correspondia ao real. Existindo assim, uma defasagem entre o imaginário e o real. Em uma sociedade capitalista o seu principal objetivo será o lucro.
            O aluno deve ser um sujeito passivo e obedecer. As crianças, submetidas à maciça inculcação dessa ideologia, não irão apenas aprendê-la, mas terá toda sua estrutura de pensamento impregnada por ela.

Capítulo dois:  A escola é apontada como grande tesouro a ser adquirido.
            É criado um círculo vicioso que por meio do conteúdo educacional e de outros aspectos da estrutura escolar, manterá e legitimará o status quo.
            A escola e família são instituições utilizadas como instrumentos para invalidar qualquer comportamento mais original e irrequieto dos alunos, objetivando transformá-los em seres quietos, passivos e uniformes, premiando as crianças pelas atitudes exemplares.
            A escola é um mundo fechado em si mesmo, imutável, no qual a obediência é valorizada muito mais do que a curiosidade, o espírito crítico e a criatividade.

Capítulo três, quatro e cinco: Segundo Nosella a impressão causada pelos textos é a de que o país constitui uma “entidade” com personalidade própria, independente dos indivíduos que formam seu povo.
Família, escola e pátria condicionam as crianças a se sentirem responsáveis, não só pelo progresso do país, mas pela defesa da pátria, cuja noção é limitada às descrições genéricas de aspectos da natureza.
            Quanto aos símbolos nacionais, à ideologia objetiva transmitir aos brasileiros sentimentos acríticos de orgulho patriótico, induzindo a que sigam todas as normas de comportamento que forem ditadas para a união e progresso da nação.
            Nos textos referentes ao ambiente, as maneiras expostas de viver no campo e na cidade com suas perspectivas de vida são sempre as mesmas, sendo a cidade menos citada que o campo, quando se fala da importância do trabalho agrícola para o desenvolvimento da nação.
            O trabalho é visto como hoby, que dá muita alegria e satisfação. Não se analisa a necessidade do emprego e da acumulação de capital para que se possam obter lucros.
            A ideologia artesanal antiga foi substituída pela ideologia industrial-capitalista.
            A ideologia capitalista dominante harmoniza o mundo do trabalho, igualando as diferentes profissões, estereotipando as relações de trabalho, idealizando os trabalhadores.
            Capítulo seis, pobres e ricos, mensagem ideológica altamente alienante, propõe que a riqueza não resolve os problemas das pessoas, nem lhe traz felicidade.

Capítulo sete: fala sobre as virtudes percebe-se um tipo de persuasão, que pode caracterizar-se como um tipo de violência sutil, pois obriga disfarçadamente a pessoa a incorporar tais valores à estrutura de sua personalidade, prometendo recompensas e não usando nenhum tipo de castigo.
            A simbologia animal é utilizada para mostrar que o conformismo é a melhor atitude.

Capítulo oito: Explicações científicas, Nosella percebeu textos que, com dificuldade em explicar os fenômenos naturais, utilizam como explicações científicas uma  fantasia prodigiosa, que  muitas vezes  censuram atitudes de curiosidade.

Capítulo nove, fala do índio como personagem que se mantém vivo e presente, embora, na realidade, seja uma raça em processo de extinção.

A finalidade do capítulo dez, capas e ilustrações  evidenciam a função ideológica que as gravuras dos livros didáticos desempenham.
            Conclusões gerais, Nosella diz no seu texto que o estudo da ideologia subjacente aos textos de leitura mostrou que todos os temas se relacionam intimamente, tornando-se cúmplices nas explicações e justificações de uma determinada visão de mundo. As idéias principais de cada tema constituem o núcleo comum de todos os temas.
            Características desse mundo imaginário:


  • Estereotipação e a idealização;
  • Condicionar os seres a uma atitude de passividade diante do modelo da sociedade vigente;
  • Ausência de problemas na sociedade e na natureza:
  • Valorização dada a todo tipo de sacrifício.
 LIVRO DIDÁTICO: instrumento metodológico ou ideológico? 

Artigo abordando questões relativas aos critérios utilizados para a avaliação e escolha do livro didático

 

RESUMO

O livro didático pode ser um instrumento poderoso e dinâmico para envolver os alunos promovendo o conhecimento. Mas se for usado com intenções dúbias visando infundir conceitos e ideologias deturpadas, ele se torna um instrumento negativo a formação cidadã.
É imprescindível a cautela, a sensibilidade e a objetividade na escolha do livro didático, uma vez que ele é um recurso potencialmente forte e de relevância para ampliar o conhecimento.

PALAVRAS-CHAVE

Livro didático, caráter ideológico, traços demagógicos, veiculadores, transmissores.

 

INTRODUÇÃO


Este artigo tem por finalidade refletir e compreender quais são os objetivos e critérios a serem observados na escolha do “Livro Didático”, bem como avaliar e compreender quais são os dispositivos de informação e formação neles incutidos.


 DESENVOLVIMENTO:


O livro didático, como material curricular, tem sido alvo de críticas e questionamentos do tipo: “O que estão ensinando às nossas crianças?” a maioria das críticas decorre do caráter ideológico e traços demagógicos do livro, pois estes são veiculadores de mensagens, atuam como transmissores de determinadas visões da sociedade, historia e cultura. Porém é necessário questionar se apenas o livro didático comete falhas dessa natureza ou se outros materiais que veiculam em nossas escolas, também apresentam caráter ideológico, etc.
A complexidade da tarefa educativa nos exige dispor de instrumentos e recursos como este, porém é preciso saber dizer “não ao livro didático como instrumento com a pretensão de incutir um comportamento elitista e autoritário”.  E que induz comportamentos “adequados” dos educandos, objetivando transformá-los em seres quietos, passivos e uniformes. Determinadas idéias e temas transmitidos por alguns textos de livros didáticos, segundo Deiró (2005.p.69-87) denotam comportamentos, funções e atribuições ao contexto escolar  que não são pertinentes ao mesmo ou à realidade dos alunos. Mas a construção do conhecimento, essa é uma trajetória coletiva que envolve todo o contexto escolar, onde o professor precisa buscar recursos para tornar este conhecimento significativo.

 Passos necessários ao analisar e selecionar materiais curriculares dirigidos ao aluno:

  • Detectar os objetivos educativos do material e sua relação com os objetivos  e contexto da escola;
  • Observar os conteúdos trabalhados, comprovando sua clareza e se existe uma correspondência entre objetivos e conteúdos;
  • Verificar que seqüência de atividades são propostas para cada conteúdo exposto pelo livro didático;
  • Analisar se as seqüências de atividades propostas cumprem os requisitos da aprendizagem significativa do aluno;
  • Estabelecer o grau de adaptação ao contexto em que serão utilizados (contexto educacional concreto).
  • Observar com que intensidade o material visa incutir à escola, como força institucional, a responsabilidade de idéias de comportamentos estereotipados.

Diante do objetivo de oportunizar que o aluno construa seu próprio conhecimento, mais que isso, sua compreensão, desenvolvendo conceitos importantes constitutivos da própria vida, surge o desafio de analisar criteriosamente os recursos didáticos e sua utilização, que permita possibilidades de intervenção específica, adaptação às necessidades da realidade e ao estilo profissional.
A análise do livro didático segundo os autores do livro Geografia em sala de aula práticas e reflexões “As informações contidas no livro,  (...) devem ser as mais fiéis possível à realidade estudada”  permitindo ao aluno obter informações corretas sem distorções, com clareza e concreticidade. Considerando como fator relevante nesta análise as possibilidades de desenvolvimento de habilidades e criatividades que o livro propiciara ao aluno.
O professor que se posiciona veementemente nesta análise e que, portanto utiliza um bom livro didático, de acordo com MANÇANO (Boletim Gaúcho de Geografia, n.20, 1995) oportuniza ao aluno estabelecer hipóteses, criar conceitos, vivenciar o novo, rompendo a rotina  e abrindo novos espaços, viabilizando o diálogo criando perspectivas sob um olhar coletivo numa visão social.


CONCLUSÃO:


O livro didático como importante e indispensável recurso, necessário à prática-pedagógica, é permeado de idéias, conceitos e valores, e na perspectiva de formar cidadãos determinados, preparados e atuantes compreendo que este recurso enquanto instrumento de ensino é fator impactante para o processo de formação destes cidadãos. E que, portanto o ato de escolher instrumentos que possam nortear a ação pedagógica precisa ter suas metas redefinidas, objetivando a construção de uma aprendizagem eficiente e significante para o aluno.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


LOURDES, Maria de Chagas Deiró. As Belas Mentiras: a Ideologia Subjacente aos Textos Didáticos. 13. ed. São Paulo/SP:Centauro, 2005.

MANSUR, Alexandre, VICÁRIA, Luciana e LEAL, Renata. O que estão ensinando às nossas crianças?  Revista: ÉPOCA. N. 492, 22/out. 2007. pág. 60-70

ROMERO, Josane Bastos. Apostila teoria e Prática Educacional.

CARLOS, Antonio Castrogiovanni, COPETTI, Helena Callai, OTERO, Neiva Schaffer e ANDRÉ, Nestor Kaercher. Geografia em sala de aula práticas e reflexões, 3 ed. Porto Alegre/RS: ed. Da Universidade, 1998.

MANÇANO. Bernardo Fernandes.  O Uso do Livro Paradidático em Sala de Aula. Texto publicado no Boletim Gaúcho de Geografia, n. 20, 1995.

MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Guia curricular de Matemática: Ciclo Básico de Alfabetização, Ensino Fundamental / Coord. Wanda Maria de Castro Alves; elab. Sônia Fiúza da Rocha et al. Belo Horizonte: SEE/MG, 1997.v.1.
ESTUDOS EDUCACIONAIS BRASILEIROS SOBRE A 
PARTICIPAÇÃO DAS FAMÍLIAS NA ESCOLA  
Baseado no Artigo Escrito pela Profª Rosani Siqueira

A autora trouxe a tona os períodos históricos vivenciados a partir da década de 20, pontuando a importância da participação da comunidade e família, pautada no conceito de DEWEY  que defende a idéia de que: “a escola deve estar profundamente ligada à comunidade local” e DI GIORGIO que sistematizou a relação escola/comunidade.
Apesar de vários teóricos defenderem tais conceitos, no contexto da Escola Nova a participação da família estava ligada apenas a algumas questões (higiene e saúde). Ao longo de toda a história a participação da família teve o seu espaço e proposta ainda que restrito.
Porém no contexto atual, numa perspectiva de democratização da educação torna-se de extrema relevância e de maneira imprescindível a participação ativa da família em todos os segmentos da escola, consolidando assim a efetivação de uma educação democrática, uma vez que, a participação democrática dos sujeitos na sociedade em que está inserido é a efetivação de uma prática e exercício de cidadania.


NOITE DE AUTÓGRAFOS DO "PEQUENO ESCRITOR"

Esta foi a noite de autógrafos do pequeno escritor e nossa filhinha “Gabriella Versiane” estava lá, claro, dando os autógrafos na  sua primeira obra chamada:
 BRASIL SOLIDÁRIO.  



E nós os pais mais orgulhos do Colégio Batista, afinal é nossa “filhotinha” que mostra mais uma de suas habilidades.