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CORPOREIDADE E LUDICIDADE: Dispositivos indissolúveis na articulação do processo da aprendizagem

Segundo Freud, a ocupação favorita e mais intensa da criança é o brincar. Este brincar não se refere apenas aos brinquedos, mas a tudo aquilo que está ao seu redor. Desde o momento em que nascem e à medida que crescem, as crianças esforçam-se para agir e relacionar-se com o ambiente físico e social que as rodeia, um mundo de objetos, relações e sentimentos que, pouco a pouco, vai-se ampliando e de que elas procuram todo o tempo, compreender. Nesse esforço, constroem conhecimentos sobre a realidade e podem se perceber como indivíduos. Diante do objetivo de oportunizar que o aluno construa seu próprio conhecimento, mais que isso, sua compreensão, desenvolvendo conceitos importantes constitutivos da própria vida, é imprescindível considerar como fator relevante as possibilidades de desenvolvimento de habilidades e criatividades que o brincar pode proporcionar a esse aluno. A construção desse artigo busca uma reflexão sobre a problemática da educação infantil, tomando como foco de análise a atuação dos professores na intervenção pedagógica no que tange ao lúdico e a corporeidade. As brincadeiras têm sido alvo de muitos estudos, principalmente como instrumentos pedagógicos. O brincar nesses espaços educativos, precisa estar num constante quadro de inquietações e reflexões dos educadores que os compõem. Educar é um ato de coragem e de ousadia. Só poderemos reconhecer uma criança se, nela reconhecermos um pouco da criança que fomos e que, de certa forma, ainda existe em nós. Pensando que a Educação Física deve estar presente nas instituições de educação infantil, tematizando o rico acervo de práticas culturais expressas pela corporeidade e pela motricidade humanas indagamos:: qual é mesmo a natureza dessa intervenção na pré-escola enquanto área do conhecimento/atividade? Qual é o lugar a ser ocupado, no espaço/ tempo de creches e pré-escolas, pelos professores de Educação Física?. O papel da Educação Física e o espaço pedagógico de seus professores na educação infantil precisam ser repensados a partir da contemplação das diferentes linguagens que, na criança, externam-se pela oralidade, leitura, escrita, musicalidade, corporeidade, gestualidade e pelo brincar. Nesse sentido, os jogos, as danças, as ginásticas, os esportes, as lutas, entre outras expressões e linguagens, devem ser pensados e tratados na perspectiva interdisciplinar, mesclando-se ao acervo de práticas culturais lúdicas e significativas, como a contação de histórias, o teatro, a música, o circo, o varal de poesias, visando à ampliação do conhecimento. Portanto na trajetória que envolve professor e aluno na busca de conhecimento significativo fazem-se necessários determinados posicionamentos para, assim, proporcionar ao aluno atividades ricas que lhe permita expor seus pontos de vista, reformular hipótese, argumentar, questionar, refletir, descobrir e agir. Pois é por meio do brincar que a criança reflete sobre a realidade, libera sentimento, expressa opiniões, questiona regras e papéis sociais, experimentando formas de comportamentos, compreendendo limites e descobrindo o mundo ao seu redor. A brincadeira expressa a forma como uma criança reflete, ordena, desorganiza, destrói e reconstrói o mundo a sua maneira. O universo infantil está presente em cada um de nós. As experiências na infância deixam profundas marcas em nossa vida, mesmo sem sabermos disso, e as trazemos nos gestos, nas músicas, nas falas e nos costumes. Sendo que a música, também, se integra nesse leque de brinquedos e brincadeiras constituindo uma forma simbólica extremamente refinada, complexa, articulada e significativa; é a parte intrínseca do tecido das civilizações, sendo uma importante fonte de significados tanto em nível psicológico individual quanto coletivo. Portanto as brincadeiras e também a música possibilitam o desenvolvimento integral da criança, envolvendo-a afetivamente, socialmente e mentalmente. Muitas são as habilidades sociais reforçadas pela brincadeira e pela música: cooperação, comunicação eficiente, competição honesta, e redução da agressividade. Ao elaborar as atividades, sejam elas jogos ou brincadeiras, o educador deve procurar não despertar o sentimento de competição acirrada, aproveitar essa disposição natural da criança para jogar e brincar simplesmente pelo prazer. Os jogos e brincadeiras devem ser selecionados de maneira simples, com poucas regras, para serem praticados pelas crianças. Deve-se procurar despertar o espírito de cooperação e de trabalho conjunto no sentido de alcançar metas comuns, quando o clima é de cooperação e respeito mútuo, a criança sente-se segura emocionalmente e tende a aceitar mais facilmente o fato de ganhar ou perder como algo normal, decorrente do próprio jogo. O papel do professor é fundamental, no sentido de preparar seus alunos para a competição sadia, na qual impere o respeito e a consideração pelo adversário. O espírito de competição deve ter a tônica do desejo do jogador de superar a si próprio, empenhando-se para aperfeiçoar, cada vez mais, suas habilidades e destrezas. A interação social precisa ser incentivada, dando-se destaque às atividades de linguagem. É fundamental estimular os alunos para criarem novas situações, variando os jogos e as brincadeiras, devendo encerrá-los antes que o interesse e a satisfação dos mesmos se acabem. Os pontos relevantes, explicitados, no que tange o brincar e o sensibilizar e humanizar o sujeito através da música, culmina com a complexidade da prática educativa que nos exige, não somente, dispor de instrumentos e recursos objetivando a construção do conhecimento, como, também, o reconhecimento da importância dessas práticas. Pois promove na criança diversão e lazer, aprendizagem e interação social. Segundo Vigotsky a brincadeira fornece ampla estrutura básica para mudanças da necessidade e da consciência, oportunizando a criança criar um novo tipo de atitude em relação ao real. Muitas vezes, as relações entre o lúdico e as atividades de aprendizagem são exercitadas na escola de uma forma desarticulada. Entende-se que no processo educacional deve haver uma preocupação, por parte dos educadores em compreender que a subjetividade do brincar não só produz prazer como informação e formação sendo um dispositivo para produzir sensibilidade na criança e consequentemente no adulto que virá a ser. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS: Escola em ação: Educação Física, Educação Musical, Educação Artística -1ª série- Curitiba: bolsa nacional do livro, 2002 FRANÇA, Cecília Cavalieri. Quem precisa de educação musical. UFMG-Boletim Informativo - nº 1314 – ano 27 – 25/04/2001. Seção Opinião PEREIRA, Eugenio Tadeu. Brinquedos e Infância. Revista: Presença Pedagógica – V.8 – n. 44 – Mar/Abr. 2002, editora Dimensão e na Revista Criança, n. 37, em novembro de 2002, Ministério da Educação. RODRIGUES, Gerusa Pinto e RODRIGUES, Frances Pinto. Dia a Dia do Professor. Vol. 1 ed. 6ª – Fapi Ed. MG Autoras: Marlinda Caria e Eliane de Oliveira

Um comentário:

  1. Marlinda, seu blog pra mim é um " achado ".
    Sou amiga paciente do Dalton Ricaldoni, atraves do blog dele te achei. Glória a Deus!
    Estou fazendo magistério para Educação Infantil e gostaria muito de saber mais sobre a aprendizagem das crianças especiais. Preciso fazer uma pesquisa na escola e escolhi justamente este tema. Será que vc poderia me ajudar? Seria possivel fazermos contato? meu e-mail: rita_cassia_correa@hotmail.com
    Quero muito trabalhar com crianças especiais ou mais especiais ainda.
    Amei seu blog, quero ler tudo!!
    um abraço

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