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DIVERSIDADE CULTURAL E A INCLUSÃO NAS ESCOLAS DA EDUCAÇÃO BÁSICA: Pedagogia das Diferenças – Condutas Típicas

Devido o termo “Condutas Típicas” se referir a uma variedade muito grande de comportamento, torna-se difícil chegar a um concenso em torno de uma só definição. Por isso podemos encontrar muitas literaturas sobre o assunto, porém com definições diferentes e tipos de classificações diferentes para esses comportamentos. Mas todos seguem uma linha, no qual enfatiza, que em alguns são comportamentos voltados para o próprio sujeito e em outros são comportamentos voltados para o ambiente externo.


CONDUTAS TÍPICAS:

Comportamentos voltados
Para si próprio



-Tais como: fobias, auto mutilação, alheamento do contexto externo,
timidez,recusa em manter contato visual.

Comportamentos voltados
para o outro


-Tais como: agredir, faltar com a verdade,
roubar, gritar, locomover-se o tempo todo,
falar ininterruptamente,


O grau de severidade desses comportamentos vai depender de fatores determinantes, tais como freqüência e intensidade.

Podemos apresentar, em algum momento de nossa vida, comportamentos inconvenientes ou até mesmo inadequados, que podem causar danos a nós mesmos e aos outros, bem como prejuízos no nosso contexto de vida. Se esses comportamentos tornam-se padrão por um período extenso, são identificados como condutas típicas podendo indicar o seu grau de severidade. As manifestações de conduta típica formam um grande e complexo universo


CONCEITOS

Os educandos que apresentam necessidades educacionais especiais, tratados nesse contexto, são aqueles que demonstram durante o processo educacional “dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultem o acompanhamento das atividades curriculares, compreendidas em dois grupos: aquelas não vinculadas a uma causa orgânica específica; aquelas relacionadas a condições, disfunções, limitações ou deficiências”; (Resoluções n.2 de 11 de setembro de 2001, Conselho Nacional de Educação, Câmara de Educação Básica,art. 5º.la, lb).
Nesse grupo encontramos os alunos com dificuldades de adaptação escolar ocasionadas por manifestação de condutas típicas. Causadas por comportamentos prejudiciais e que por vezes inviabilizam a relação aluno e professor e/ou colegas, tanto com material de uso pessoal e coletivo quanto no processo ensino aprendizagem. Uma vez que esses comportamentos podem ser manifestados num contínuo, variando desde uma inquietação natural em crianças até comportamentos bizarros comuns em quadros graves. Foi proposto a elaboração de um documento, pelo MEC através da Secretaria de Educação Especial, sem desrespeitar as várias classificações existentes no Manual de Diagnóstico e Estatístico dos Distúrbios Mentais (DSM IV) organizado pela Associação Americana de Psiquiatria e a Classificação Internacional de Doenças (CID) da área de saúde. Sendo que esse documento pretendeu apenas tratar as manifestações mais comuns em sala de aula, sem pretensão nenhuma de induzir o educador a observar os comportamentos de seus alunos e imediatamente incluí-los nesta ou naquela categoria. O termo condutas típicas foi proposto numa tentativa de evitar outros rótulos, que acabavam denotando significados de julgamento e desqualificações das pessoas a quem eram atribuídos. Podemos citar: Distúrbio de comportamento, transtorno de conduta, distúrbio emocional, desajuste social, etc. que davam ao sujeito uma característica de defeito, de menor valia e inadequação humana.


Esses termos na realidade têm procurado etiquetar aqueles que apresentam
algum problema de natureza emocional, comportamental ou social. Pessoas que não apresentam comprometimentos, mas que tem uma enorme dificuldade em se adaptar a convivência social. Devido à intensidade e a freqüência dos problemas vivenciados acabam por refleti-los no seu desempenho acadêmico.

PRINCIPAIS CARACTERÍSTICAS:

De acordo com o documento elaborado, citado anteriormente, fez-se uma subdivisão, que segue, relativas às manifestações de condutas típicas que geram dificuldades na adaptação escolar e na aprendizagem, objetivando apenas nortear o entendimento do texto.
• 1.1 Manifestações de condutas com quadros psicológicos temporários consideram-se as mudanças no comportamento habitual, ocasionadas por algum fator circunstancial, tipo: a perda de um animal de estimação, a chegada de um irmãozinho, freqüentes brigas familiares, mudanças, brigas com amigos e outros fatores que podem acarretar um acúmulo de tensão, gerando uma reação contrária na adaptação escolar. Podendo também ser um comportamento deprimido, triste ou até mesmo agressivo e inquieto, opondo-se ao professor, transgredindo de forma a chamar a atenção sobre si mesmo num pedido de ajuda. Podendo o professor perceber explicitamente o novo comportamento adotado por este aluno.
• 2.1 Manifestações de condutas com quadros neurológicos, psicológicos complexos ou psiquiátricos persistentes: São as manifestações persistentes, mesmo apesar das inúmeras tentativas de intervenção: seja clínica, educativa ou social. Podem não ser manifestações definitivas, mas que podem ser duradouras e intensas. Nos quadros neurológicos podemos citar a epilepsia, crises convulsivas, que muitas vezes, geram muita ansiedade na criança e naqueles que a rodeiam. Podendo o educando apresentar hiperatividade, falta de atenção, falta de cuidado com o material escolar, perdendo sempre alguma coisa, não consegue controlar sua impulsividade, que não é destinada nem aos colegas nem ao professor, sendo somente um descontrole intrínseco.
• 2.2 Nos quadros psicológicos, são geradas inadaptações complexas impossíveis de serem resolvidas por si só, fazendo a criança reagir de formas variadas: medos, atitudes compulsivas, crises de angústia, etc. Ela perde a paciência praguejando, é contrária a regras e recusa quaisquer orientações do professor, responsabiliza os outros pelos seus erros, está sempre com raiva. Nem sempre ocorre agressão física, embora agressividade desse tipo possa se manifestar.
• 2.3 Nos quadros psiquiátricos: Devida a complexidade exige tratamento clínico e em alguns casos medicamentoso. São caracterizados por manifestações que prejudicam as relações interpessoais. Alunos com quadros psiquiátricos geram perplexidade em seus colegas e professores por serem extremamente agressivos com o outro e consigo mesmo. Ficam isolados em si mesmo e alheios à realidade a sua volta, são cruéis com outras pessoas e animais, falam coisas desconexas e são resistentes ao aprendizado. Tais características não nos permitem pensar que devam estar todas numa mesma criança para qualificar o quadro como psiquiátrico.
Também nesse quadro psiquiátrico, encontra-se a síndrome de autismo infantil, tendo as seguintes manifestações de condutas típicas: deficiência grave no relacionamento interpessoal, estereotipias motoras, ausência de fala, que quando presente pode não ter fins comunicativos, resistência a mudanças no ambiente e na rotina, ecolalia, falta de interesse e de noção de perigo, etc.
No contexto educacional o fato mais marcante são as próprias dificuldades de aprendizagem de um aluno, independente da causa orgânica, exceto as deficiências sensoriais e o superdotado. São os comportamentos que dificultam o acesso ao conteúdo veiculado pelo educador à pessoa do educando. Mas não é saber a causa dos comportamentos diferentes que vai gerar o canal de comunicação. O que irá acrescentar valor e significado ao trabalho dos profissionais da escola é saber lidar com os comportamentos, é claro que com objetivos pedagógicos, pois são eles que refletem o interior das pessoas (organizado, desatento, calmo, impulsivo, etc). A partir da identificação desses alunos nesse universo tão amplo deve-se marcar a fronteira a partir de onde as parcerias com outros profissionais são necessárias e muitas vezes indispensáveis.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


Associação de Amigos do Autista (1994). Alunos com dificuldades de adaptação escolar e condutas típicas. São Paulo: texto digitado.

Brasil. Ministério da Educação.
Estratégia e orientação para a educação de alunos com dificuldades acentuadas de aprendizagem associada às condutas típicas./ Secretaria de Educação Especial – Brasília: MEC; SEESP., 2002. 56 p.

Projeto Escola Viva - Garantindo o acesso e permanência de todos os
alunos na escola - Alunos com necessidades educacionais especiais,
Brasília: Ministério da Educação, Secretaria de Educação Especial,
C327 2002, Série 2 Autorizada reprodução total ou parcial, desde que citada a fonte.

Trabalho produzido pela equipe:
Daniela, Eliane,Jaciara,MªAparecida, Marlinda, Patrícia, Janaína e Luciene

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