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 LIVRO DIDÁTICO: instrumento metodológico ou ideológico? 

Artigo abordando questões relativas aos critérios utilizados para a avaliação e escolha do livro didático

 

RESUMO

O livro didático pode ser um instrumento poderoso e dinâmico para envolver os alunos promovendo o conhecimento. Mas se for usado com intenções dúbias visando infundir conceitos e ideologias deturpadas, ele se torna um instrumento negativo a formação cidadã.
É imprescindível a cautela, a sensibilidade e a objetividade na escolha do livro didático, uma vez que ele é um recurso potencialmente forte e de relevância para ampliar o conhecimento.

PALAVRAS-CHAVE

Livro didático, caráter ideológico, traços demagógicos, veiculadores, transmissores.

 

INTRODUÇÃO


Este artigo tem por finalidade refletir e compreender quais são os objetivos e critérios a serem observados na escolha do “Livro Didático”, bem como avaliar e compreender quais são os dispositivos de informação e formação neles incutidos.


 DESENVOLVIMENTO:


O livro didático, como material curricular, tem sido alvo de críticas e questionamentos do tipo: “O que estão ensinando às nossas crianças?” a maioria das críticas decorre do caráter ideológico e traços demagógicos do livro, pois estes são veiculadores de mensagens, atuam como transmissores de determinadas visões da sociedade, historia e cultura. Porém é necessário questionar se apenas o livro didático comete falhas dessa natureza ou se outros materiais que veiculam em nossas escolas, também apresentam caráter ideológico, etc.
A complexidade da tarefa educativa nos exige dispor de instrumentos e recursos como este, porém é preciso saber dizer “não ao livro didático como instrumento com a pretensão de incutir um comportamento elitista e autoritário”.  E que induz comportamentos “adequados” dos educandos, objetivando transformá-los em seres quietos, passivos e uniformes. Determinadas idéias e temas transmitidos por alguns textos de livros didáticos, segundo Deiró (2005.p.69-87) denotam comportamentos, funções e atribuições ao contexto escolar  que não são pertinentes ao mesmo ou à realidade dos alunos. Mas a construção do conhecimento, essa é uma trajetória coletiva que envolve todo o contexto escolar, onde o professor precisa buscar recursos para tornar este conhecimento significativo.

 Passos necessários ao analisar e selecionar materiais curriculares dirigidos ao aluno:

  • Detectar os objetivos educativos do material e sua relação com os objetivos  e contexto da escola;
  • Observar os conteúdos trabalhados, comprovando sua clareza e se existe uma correspondência entre objetivos e conteúdos;
  • Verificar que seqüência de atividades são propostas para cada conteúdo exposto pelo livro didático;
  • Analisar se as seqüências de atividades propostas cumprem os requisitos da aprendizagem significativa do aluno;
  • Estabelecer o grau de adaptação ao contexto em que serão utilizados (contexto educacional concreto).
  • Observar com que intensidade o material visa incutir à escola, como força institucional, a responsabilidade de idéias de comportamentos estereotipados.

Diante do objetivo de oportunizar que o aluno construa seu próprio conhecimento, mais que isso, sua compreensão, desenvolvendo conceitos importantes constitutivos da própria vida, surge o desafio de analisar criteriosamente os recursos didáticos e sua utilização, que permita possibilidades de intervenção específica, adaptação às necessidades da realidade e ao estilo profissional.
A análise do livro didático segundo os autores do livro Geografia em sala de aula práticas e reflexões “As informações contidas no livro,  (...) devem ser as mais fiéis possível à realidade estudada”  permitindo ao aluno obter informações corretas sem distorções, com clareza e concreticidade. Considerando como fator relevante nesta análise as possibilidades de desenvolvimento de habilidades e criatividades que o livro propiciara ao aluno.
O professor que se posiciona veementemente nesta análise e que, portanto utiliza um bom livro didático, de acordo com MANÇANO (Boletim Gaúcho de Geografia, n.20, 1995) oportuniza ao aluno estabelecer hipóteses, criar conceitos, vivenciar o novo, rompendo a rotina  e abrindo novos espaços, viabilizando o diálogo criando perspectivas sob um olhar coletivo numa visão social.


CONCLUSÃO:


O livro didático como importante e indispensável recurso, necessário à prática-pedagógica, é permeado de idéias, conceitos e valores, e na perspectiva de formar cidadãos determinados, preparados e atuantes compreendo que este recurso enquanto instrumento de ensino é fator impactante para o processo de formação destes cidadãos. E que, portanto o ato de escolher instrumentos que possam nortear a ação pedagógica precisa ter suas metas redefinidas, objetivando a construção de uma aprendizagem eficiente e significante para o aluno.




REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS:


LOURDES, Maria de Chagas Deiró. As Belas Mentiras: a Ideologia Subjacente aos Textos Didáticos. 13. ed. São Paulo/SP:Centauro, 2005.

MANSUR, Alexandre, VICÁRIA, Luciana e LEAL, Renata. O que estão ensinando às nossas crianças?  Revista: ÉPOCA. N. 492, 22/out. 2007. pág. 60-70

ROMERO, Josane Bastos. Apostila teoria e Prática Educacional.

CARLOS, Antonio Castrogiovanni, COPETTI, Helena Callai, OTERO, Neiva Schaffer e ANDRÉ, Nestor Kaercher. Geografia em sala de aula práticas e reflexões, 3 ed. Porto Alegre/RS: ed. Da Universidade, 1998.

MANÇANO. Bernardo Fernandes.  O Uso do Livro Paradidático em Sala de Aula. Texto publicado no Boletim Gaúcho de Geografia, n. 20, 1995.

MINAS GERAIS. Secretaria de Estado da Educação. Guia curricular de Matemática: Ciclo Básico de Alfabetização, Ensino Fundamental / Coord. Wanda Maria de Castro Alves; elab. Sônia Fiúza da Rocha et al. Belo Horizonte: SEE/MG, 1997.v.1.

Um comentário:

  1. Como a algum tempo que não fazia uma visita, hoje resolvi ver o que está a escrever.É o anseio da minha alma que Jesus seja consigo, e encaminhe seus passos pela vereda da justiça. E que Ele cresça na sua vida de maneira que seja visto pelas pessoas que rodeiam sua vida, que o amor de Jesus fortaleça sua vida, e seja como um rio transbordante. Se desejar, mas é só se desejar siga meu blog, de volta seguirei também o seu. Também resolvi dizer-lhe que embora não te conheça mas em Cristo te amo, e continue a ser luz. Um abraço.

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